sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Caminhos da reconciliação

Um aprendizado que incorporei recentemente é que o perdão e a reconciliação são inevitáveis, e na acepção correta da palavra, são fatais. Em outras palavras, o que eu aprendi é que todos os ódios e os ressentimentos inevitavelmente acabam em um momento de reconciliação.

O que nos é facultado por Deus através do livre arbítrio é a escolha dos caminhos que nos levarão a esse instante libertador. Nos resta então escolher o melhor caminho para as nossas condições de compreensão das leis divinas, entendendo que mesmo parecendo estranho, o caminho do perdão e da reconciliação é uma via de mão única onde não nos cabe estabelecer condições... Perdão que é perdão é incondicional.

Eu cheguei a essas descobertas através da dor própria e da observação da dor alheia, que acabaram por me provar objetivamente a inevitabilidade da reconciliação e do perdão.

O que isso nos recomenda pra vida prática ? creio que seja o exercício da recomendação do Cristo de nos reconciliarmos com nossos desafetos enquanto caminham ao nosso lado...

Acreditem meus irmãos e irmãs... Quando nosso orgulho, através de suas milhares de justificativas, nos impede de trilhar os caminhos da reconciliação, a dor é muito grande, mil vezes maior do que o orgulho, pois essa dor faz vergar qualquer orgulhoso ao chão sob o peso de uma angústia sufocante e paralisante...

E se por acaso, existe em sua vida alguém a quem você devota desafeto, não deixe que isso se estenda mais do que já se estendeu ! comece a trilhar o caminho da reconciliação, sufoque o orgulho e caminhe, e escolha as lágrimas de felicidade ao invés das lágrimas de fogo que fazem prostrar ao chão.

Hoje eu entendi melhor a recomendação do nosso mestre maior quando nos disse para reconciliar-se com nosso inimigo enquanto este caminha ao nosso lado...

Que de alguma forma essas reflexões sejam úteis, e que com a graça de Deus evitem dor e sofrimento desnecessários.

Graça e paz a todos !

domingo, 19 de julho de 2009

Princípios e Ideias

Dentro de um corpo doutrinário um princípio é uma ideia primitiva a partir da qual se derivam as demais ideias da doutina.

Por exemplo: Um princípio da Doutrina Espírita é: "Deus é perfeito"

A partir desse princípio (ou idéia primitiva) se derivam as ideias de que:

1 - Deus é justo
2 - Deus é provedor

E assim por diante.

Todas as Doutrinas (conjunto de ideias) são construídas com ideias primitivas e ideias derivadas. Essas ideias primitivas recebem o nome de princípios e formam a base de pensamento onde se fundamenta a doutrina e a partir da qual são acrescentadas novas camadas de ideias derivadas.

Os princípios de uma doutrina são perenes. Nunca mudam. As ideias derivadas podem sofrer alterações em conformidade com o progresso humano em todos os campos do conhecimento.

Resumindo:
1 - Uma doutrina é um conjunto de ideias
2 - As ideias primitivas, que formam a base imutável são chamadas de princípios
3 - As outras ideias doutrinárias derivam dos princípios doutrinários e formam o corpo doutrinário de uma doutrina.
4 - As idéias derivadas podem mudar em conformidade com o progresso do entendimento humano.

sábado, 18 de julho de 2009

O que é Doutrina

Antes de mais nada é necessário que nos entendamos quanto as palavras. Portanto, antes de querer entender a Doutrina Espírita é necessário entender o que é uma Doutrina.

De forma bem objetiva e simplificada, Doutrina nada mais é do que um conjunto de princípios e idéias sistematicamente organizadas com o objetivo de explicar ou fazer compreender algo.

Temos por exemplo as doutrinas econômicas tais como o liberalismo e o neoliberalismo, que são conjunto de idéias que explicam o equilíbrio de forças dos mercados econômicos em geral. Do mesmo modo, existem doutrinas jurídicas, sociais, educacionais e assim por diante...

Resumindo: Doutrina é um conjunto de princípios e idéias.